O primeiro mandato de João Manuel Gonçalves Lourenço concentrou-se na estabilização macroeconómica e reforma institucional. O segundo procura transformar essas reformas em diversificação, emprego, inclusão financeira, habitação e melhoria do rendimento. Contudo, a passagem da estabilização para a transformação económica ainda está incompleta. O país dispõe hoje de instrumentos mais estruturados, incluindo o PDN 2023–2027 e a ENIF 2025–2027. Porém, os resultados continuam condicionados por quatro grandes défices:
Défice de emprego formal e produtivo;
Défice habitacional superior a dois milhões de habitações;
Informalidade laboral próxima de quatro quintos do emprego, segundo o indicador de 2025;
Exclusão financeira efectiva de famílias e negócios que, mesmo possuindo contas, não conseguem poupar, assegurar-se ou obter financiamento.
Assim, a avaliação dos dois mandatos revela uma execução assimétrica (houve áreas em que o Governo avançou mais e outras em que avançou menos).
Mais forte na reforma das instituições e dos instrumentos de política económica, moderada na estabilização, e ainda insuficiente na transformação da vida económica das famílias, na formalização das empresas, na qualidade do emprego e no acesso à habitação e ao financiamento.
O teste definitivo do segundo mandato não será apenas o número de programas executados, contas abertas, casas construídas ou pessoas declaradas como empregadas. Será determinar quantas famílias passaram a ter rendimento estável, quantos negócios informais se tornaram empresas sustentáveis, quantas MPME obtiveram crédito produtivo e quantos cidadãos conseguiram financiar legalmente uma habitação adequada.
Kwanza 360 — Conhecimento financeiro para transformar Angola.
Do conhecimento à inclusão, da inclusão à viabilidade financeira, dá viabilidade financeira ao desenvolvimento.